Artista digital, escritor, roteirista e diretor de produções audiovisuais e multimídia
Álvaro Andrade Garcia nasceu em Belo Horizonte em 1961. Graduado em medicina, deixou a profissão em 1987 para dedicar-se à literatura, e mais tarde, também ao audiovisual e à multimídia. Sua produção literária inclui dez livros de poesia e três de prosa, além de poemas e crônicas publicados em veículos de circulação nacional, como caderno Ideias do Jornal do Brasil, Correio Braziliense, Estado de Minas e O Tempo. A experiência com as novas tecnologias da informação teve início em 1987, quando integrou a Oficina Literária Informatizada, que fez experimentos pioneiros com videopoesia em Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo. A partir daí, publicou textos ensaísticos e lecionou sobre o tema em diversas instituições de ensino.
Em 1990, criou e dirigiu o setor de computação gráfica da produtora Versão Brasileira. Em 1992, fundou a Ciclope Vídeo e Multimídia, estruturando a primeira ilha de edição de vídeo digital de Minas Gerais. Entre 1995 e 2002, dirigiu cinco projetos de vídeo interativo com mais de uma hora de duração, 15 CD-Roms, vários bilíngües, quatro vídeos e três portais para Internet, vários premiados nacionalmente. A revista eletrônica Zapp Cultural (CD-Rom, Internet e terminais multimídia), editada em parceria com a Secretaria de Cultura de Belo Horizonte e com apoio do Ministério da Cultura, e o CD-Rom de vídeo interativo Descobrindo o Brasil, com atores do grupo de teatro Galpão, venceram a etapa brasileira do Prix Mobius Internacional de Multimídia e representaram o Brasil em Paris, em 1997 e 2000.
A partir dos anos 2000, Álvaro se dedicou à criação e direção de sites de conteúdo multimídia e audiovisuais finalizados em instalações e suportes digitais diversos, muitas vezes integrando essas produções em um mesmo suporte final. É o caso do portal Santuários Ecológicos, site bilíngüe com várias horas de vídeo e centenas de fotos e textos que desvendam alguns dos patrimônios ecológicos do Estado do Ceará, Piauí e Maranhão, e o site Cidades Históricas Brasileiras, que contêm informações sobre 30 cidades em seis Estados do país. Produzido desde 1996, seu conteúdo inclui mais de cem vídeos, entre webdocs e videocrônicas – pequenos documentários e crônicas visuais produzidos para o meio digital, também exibidos na rede Rede Minas de Televisão, entre 2002 e 2005, na Rede Record Internacional, em 2004 e na TV Câmara em 2006. O Cidades Históricas em 2006 recebeu 100.000 visitas por mês.
Como roteirista e diretor de audiovisuais, Álvaro realizou sua primeira experiência de média-metragem no documentário Ouro Preto: Ouro Preto, sobre a cidade barroca mineira que é patrimônio mundial, lançado em setembro de 2003 e exibido na Rede Minas de Televisão, canal cultural e educativo. Em julho de 2005, lançou seu segundo documentário média-metragem: Sertão Mineiro, de 70 minutos de duração, um roadmovie pela região que se tornou célebre a partir do grande romance do escritor Guimarães Rosa, Grande Sertão: Veredas, também exibido pela Rede Minas.
Além do documentário finalizado em DVD, o projeto Sertão Mineiro consta também de um site, de uma videoinstalação e um livro. Em ambos, site e videoinstalação, Álvaro Garcia põe em prática algumas das concepções que vêm desenvolvendo em 20 anos de contato com as novas tecnologias da informação, levando o sertão para suportes não-lineares, mas de fácil apreensão pelo público em geral. A videoinstalação foi exibida no Palácio das Artes, em Belo Horizonte e na França, no Théâtre Le Phénix em 2005. Em 2006, esteve no Centro Cultural dos Correios, no Rio de Janeiro e no Centro Cultural do Banco do Brasil, em Brasília. Em 2007 foi a vez de Curvelo, em pleno sertão.
Sua mais nova criação, finalizada em 2010 é o audiovisual interativo Sertão Vivo – um espaçotempocaminhod’agua no cerrado. Um novelo de 102 filmes totalizando 3 horas e meia que permite a visitantes do Espaço Israel Pinheiro da sustentabilidade, na praça dos Três Poderes, em Brasília e Espaço Tim UFMG do Conhecimento, na praça da Liberdade, em Belo Horizonte, interagir coletivamente com a projeção usando aparelhos celulares, redes bluetooth, wi fi, envio de SMS e internet. Esta instalação e a projeção externa da fachada dos Espaços, realizada em parceria com a Arquipélago, usa o Sítio de Imaginação como software de exibição e interação.
Sítio de Imaginação: Poiesis interativa na rede
A produção literária responsável pelo desvio da medicina continua sendo realizada por Álvaro Garcia, mas agregada às suas experiências junto aos novos suportes da comunicação e arte. Em 2001, seu poema O Buda da Palavra participou da instalação Bunker Poético, de Harald Szeemann, na 49ª Bienal de Veneza.
Álvaro agora dá continuidade à produção de poesia em multimídia através do site Sítio de Imaginação, projeto autoral de web-art. O projeto foi lançado em maio de 2002, no Museu de Arte da Pampulha, em Belo Horizonte. O site/videoinstalação depois esteve na sala web do Palácio das Artes (agosto de 2002), no evento Ruído Digital, do Instituto Itaú Cultural (dezembro de 2002), e no Festival Vida e Arte, em Fortaleza, Ceará (janeiro de 2003). Em 2006, com a montagem Sítio na Liberdade em Belo Horizonte, apresentou ao público suas últimas invenções. Ainda em 2006 e 2007, o Sítio esteve presente nos 38o e 39o Festivais de Inverno da UFMG, em Diamantina. Em 2010 chegou à sua versão 5.0 e continua evoluindo, com a versão 6.0 prevista para lançamento ainda este ano, como software livre.
Quanto à produção literária e ensaística em papel, Garcia lançou seu último livro em 2004, o livro de poemas Álvaro, em que confunde propositalmente autor e obra. Muitos dos poemas desse livro estão presentes no Sítio de Imaginação. Em 2006 participou de uma Oficina de Criação Transdiciplinar no Festival de Inverno da UFMG que produziu o Palavrador, obra-software que recebeu o Premio de Poesia Digital da Cidade de Vinarós, na Catalunha, neste mesmo 2006. Em 2007, o autor participou do projeto Dez Faces, com a publicação de poemas seus no jornal homônimo de número 4, que teve ainda um encarte especial com sua produção poética contemporânea, o livreto Messias de 1 Homem Só.
DESTAQUES DA PRODUÇÃO AUTORAL:
Livros de poesia:
Fogo, Librare, Improviso para teclado e flauta, Monódias, Viagem com o rio São Francisco, Visagens, Faculdade dos sensos, O verão dentro do peito, Álvaro e Messias de 1 homem só.
Videopoesia:
Quarteto de sopros: 10 min., 1987. Trabalho pioneiro de animação de poemas em computador.
País: 20 min., 1990. Experiência de fundir vídeo, texto e artes plásticas.
Pepsi Machine: 1 min e 30s, 1991. Experiência de animação tridimensional com textos e áudio.
Livros de prosa:
Ana, Operação Caiman e O Sertão e a Cidade.
Site de poesia com conteúdo multimídia (web art):
Sítio da Imaginação – www.ciclope.art.br
Portais e sites de conteúdo cultural multimídia:
www.cidadeshistoricas.art.br
www.sertoes.art.br
CD-Roms de conteúdo cultural:
Cidades Históricas Brasileiras
- Vol. I Campos das Vertentes
- Vol. II Ouro Preto e Congonhas
- Vol. III Paraty Bananal Embu e Paranapiacaba
- Cidades Históricas Brasileiras – Edição Especial
Videocrônicas (integrantes do projeto Cidades Históricas Brasileiras):
Cora: Goiás – Rio Vermelho
Cora: Goiás – Quintal Imaginável
Cora: Goiás – Alma na Casa
Ouro Preto: Guignard – Aurora Inspirada
Ouro Preto: Guignard – Crepúsculo Ilustrado
Chuva Barroca I – Tiradentes MG
Chuva Barroca II – Milho Verde MG
Aparecida – Milho Verde MG
Cozinha Mineira – Milho Verde MG
Vendas I – Lavras Novas MG
Vendas II – Milho Verde MG
Igreja – Lavras Novas MG
Cozinha – Lavras Novas MG
City Tour – Pirenópolis GO
Goiaz by night – Goiás GO
Rio de Contas – Rio de Contas BA
Despertar – Rio de Contas BA
Videocrônicas (integrantes do projeto Sertão Mineiro):
Serra do Espinhaço – Espinosa MG
Pontinha – Paraopeba MG
Vereda da Anta – João Pinheiro MG
Vereda da Mutuca – João Pinheiro MG
Vereda do Escuro – São Romão MG
Vaqueiro Zezinho – João Pinheiro MG
Nove Vezes – Buritizeiro MG
Vaqueiro Manoel- Brasilândia de Minas MG
Brejão by night – Brasilândia de Minas MG
São Francisco, sol e lua – Pirapora / Januária MG
São Francisco, nuvem e fumaça – Pirapora MG
Caminhos do Sertão I – Unaí / Brasilândia MG
Mercado – Montes Claros MG
Caminhos do Sertão II – Unaí / Brasília MG
Mar de Eucalipto no Sertão – Felixlândia/Bocaiúva MG
Navegação no São Francisco 1946/57
Central do Brasil 1943
Agronegócio no Sertão – Brasilândia de Minas MG
Pescador Solitário – Buritizeiro MG
Documentários média-metragem finalizados em DVD:
“Ouro Preto: Ouro Preto” (2003)
“Sertão Mineiro” (2005)
DESTAQUES DA PRODUÇÃO PARA TERCEIROS:
Portais e sites de conteúdo cultural multimídia:
Site do Museu de Arte da Pampulha (1996 a 2003)
Site Santuários Ecológicos para o jornal O Povo de Fortaleza
Site do Espaço Israel Pinheiro de Brasília
CD-Roms de conteúdo cultural:
Brasília 40 Anos – p/ Correio Braziliense
BH 100 Anos – Nossa História – p/ Estado de Minas
Museu de Arte da Pampulha – p/ Fundação Roberto Marinho e MAP
Revista Zapp Cultural – Vols. I e II – p/ Secretaria de Cultura de Belo Horizonte / Ministério da Cultura
Projeto Amazônia Ocidental de Educação à Distância – p/ CNI – SESI – SENAI – IEL
Vídeos interativos de conteúdo cultural em CD-Rom:
Descobrindo o Brasil – Edição 2000 – p/ SINEPE MG
Um Dia em Jericoacoara – p/ O Povo CE
Um Dia em Canoa Quebrada p/ O Povo CE
Expedição ao Delta do Parnaíba p/ O Povo CE
Expedição aos Lençóis Maranhenses p/ O Povo CE
Cinema Digital Interativo em forma de instalação e para web:
Audiovisual Interativo Sertão Vivo – um espaçotempocaminhod’agua no cerrado

